Autoridade Metropolitana do Porto espera assinar este mês protocolo para generalizar sistema Andante
O presidente da Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT) do Porto, Joaquim Cavalheiro, revelou hoje que espera assinar ainda este mês o protocolo com vista à generalização do sistema Andante aos operadores privados de transporte coletivo de passageiros.
“Temos prevista a assinatura de um protocolo, que deverá decorrer ainda este mês. Apresentamos o protocolo à tutela e aguardamos notícias da tutela sobre esse assunto”, revelou Joaquim Cavalheiro, presidente da AMT, no final de uma reunião com várias associações de Gaia.
O responsável adianta que o protocolo envolve “todas as empresas” privadas a operar na Área Metropolitana do Porto, na medida em que “envolve a AMT, a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (Antrop), a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), a Metro do Porto e a CP”.
Assim, o documento deverá ser subscrito pelas três empresas que já funcionam em regime de intermodalidade (STCP, Metro e CP) e a Antrop.
Joaquim Cavalheiro explicou que a AMT tem “desafiado algumas empresas para a adesão ao Andante”, na sequência do despacho “do anterior secretário de Estado dos Transportes, que previa a generalização do sistema Andante”.
Na perspetiva do responsável, “a intermodalidade e a utilização de um título genérico são passos importantes a serem dados”.
O presidente da AMT garantiu estarem a ser dados “passos nesse sentido”, mas sem “alterar o zonamento e o tarifário”, já que isso obrigaria a estudos bastante demorados.
Joaquim Cavalheiro participou hoje numa reunião com a Associação de Proprietários de Vila d’ Este, o Movimento de Cidadãos por Gaia e o Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde que, entre outros aspetos, abordaram a questão da extensão do metro até Vila d’ Este.
O responsável diz não ter informações do Governo sobre esta matéria.
“O desenvolvimento e evolução da empresa Metro do Porto é um assunto da ordem do dia. Primeiro terá de ser resolvida a situação financeira da empresa e depois terá de ser feito também o desenvolvimento técnico da empresa. Neste momento o Governo está a pensar nisso”, afirmou.
Quanto à substituição do percurso final das linhas 900 e 905 da STCP iniciada na segunda-feira, em virtude da execução de um processo judicial interposto em 2006 pela operadora Oliveira Fernandes e Ribeiro (OFR), o presidente apontou apenas uma falha.
“As expetativas eram piores. Mas não só a população mostrou estar à altura do cumprimento de uma decisão judicial como da parte do operador privado houve uma resposta. Penso que as coisas podem sempre melhorar. A falha que houve foi uma deficiência na informação ao utente, que terá de ser reforçada em agosto por parte do operador”, observou.
Para António Moreira, presidente da Associação de Proprietários de Vila d’ Este existe ainda outra lacuna, relacionada com “as acessibilidades para pessoas portadores de mobilidade reduzida, nomeadamente das pessoas de terceira idade”.


