Assembleia Municipal opõe-se a mudança do nome da estação de metro da Baixa-Chiado
A maioria da Assembleia Municipal de Lisboa mostrou-se hoje contra o acordo entre o Metro de Lisboa e a PT, que altera o nome da estação da Baixa-Chiado, aprovando duas moções que condenavam a mudança.
Desde quinta-feira que a estação de metro da Baixa-Chiado passou a chamar-se "Baixa-Chiado PT Bluestation", no âmbito de um projeto pioneiro da Portugal Telecom com o Metropolitano de Lisboa que envolveu um investimento "significativo" para dinamizar o espaço.
O presidente do Metro, Cardoso Reis, manifestou a sua vontade de que projetos idênticos possam ser materializados noutras estações de metro.
Perante esta situação, o partido ecologista Os Verdes (PEV) e o Bloco de Esquerda, apresentaram duas moções contra este acordo.
Os Verdes pretenderam com esta moção "manifestar o protesto" contra a alteração da designação da estação de Metro, bem como que "a Câmara Municipal de Lisboa intervenha no sentido de não permitir que esta iniciativa se alargue a outras estações" e que "procure e incentive formas de investir na cidade de Lisboa sem que haja uma usurpação do espaço de utilização pública".
Por sua vez, o Bloco de Esquerda pretendeu "condenar o acordo de rebatismo" e apelou à "Câmara de Lisboa transmita a posição [da Assembleia] ao Metro para que os acordos de rebatismo de outras estações não se concretizem".
O Bloco considerou ainda que o acordo é "ofensivo para o património da estação, da autoria do arquiteto Álvaro Siza vieira" e que representa uma "mercantilização do espaço e do património da cidade".
As duas moções foram votadas favoravelmente, além dos partidos que as apresentaram, pelo PS, PCP, MPT e seis deputados independentes. O PPM votou a favor apenas a moção do PEV, abstendo-se ambos na do Bloco. O PSD e CDS-PP abstiveram-se nas duas.
O PSD justificou a sua abstenção por considerar que aquela é uma "ação positiva para a estação", criticando, no entanto, que o novo nome seja em inglês e salientando que "em Portugal não se pode admitir que haja nomes de estações numa língua que não seja portuguesa".
Já o PCP opôs-se ao acordo com a PT "não só pelo novo nome da estação ser em inglês, mas por alterar o nome da estação".
Por sua vez o CDS admitiu não ter "nada contra o patrocínio" e lembrou que "o acordo promete melhorar os problemas sistemáticos das estações", como o não funcionamento das escadas rolantes e dos elevadores. No entanto, os democratas-cristãos de Lisboa "não podem aceitar a mudança do nome".


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