Ao volante de um BMW Série 7 tão híbrido quanto potente
Conduzimos o novo BMW Série 7 ActiveHybrid que mostra o outro lado dos híbridos mais emocionante.
Enquanto muitas marcas encaram o mundo dos híbridos como automóveis pouco emotivos, racionais e centrados nos consumos, a BMW tem agora uma gama de híbridos bem mais ousada do que esse estereótipo.
Tanto o Série 3 ActiveHybrid, como a versão híbrida do Série 5 utilizam o mesmo motor do que este ActiveHybrid 7: o 3.0 com seis cilindros em linha, a gasolina – o anterior 7 híbrido tinha um pesado V8. Só que enquanto os irmãos mais pequenos, com a ajuda do motor elétrico produzem 340 cv, este Série 7 tem 350 cv.
Mas o que surpreende mais neste modelo de luxo e cheio de espaço (tirando a bagageira, prejudicada pelas baterias) e conforto é a performance: cumpre dos 0-100 em 5,7 segundos, ou seja, é mais rápido do que o Série 5 híbrido.
Para um automóvel tão pesado é obra até porque este modelo híbrido é um dos gigantes com mais de cinco metros mais ágeis e fáceis de conduzir que já testámos. Não só leva um executivo para uma importante reunião de negócios de forma rápida e segura, como permite tirar partido da condução. Como banda sonora, o motor a gasolina em conjunto com o motor elétrico produzem um som delicioso na hora de acelerar, parecido com uma nave espacial.
O preço, a partir dos 106 mil euros, é dois mil euros mais caro do que o 740i e seis mil euros mais barato do que o 740d – ambos com menos cavalos e só a rápida versão Diesel consegue ter consumos mais baixos, o que não abona muito a favor deste híbrido cheio de potência.
A capacidade de poupar um pouco mais no pára arranca da cidade (com a ajuda do motor elétrico) e quando circulamos a velocidade cruzeiro é o seu maior trunfo relativamente a outras opções que também são mais poluentes.



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