Autorização para saída dos quadros Miró não cumpriu prazos legais
A Parvalorem pediu autorização para saída dos quadros de Miró de Portugal 20 dias antes da data agendada para o leilão da Christie´s, desrespeitando a Lei de Bases do Património Cultural, que exige um pedido com 30 dias de antecedência, segundo um documento a que a Lusa teve acesso.
No documento da Direção-Geral do Património Cultural enviado ao Parlamento são explicadas todas as ações tomadas por esta entidade para mostrar a intenção de salvaguardar este património, sublinhando a sua importância quer do ponto de vista cultural quer patrimonial, acrescentando a DGPC que chegou a enviar à Parvalorem uma proposta de interesse na aquisição da coleção Miró que lhe tinha sido remetida.
No texto, assinado pela então diretora-geral Isabel Cordeiro, a DGPC sublinha que apenas em janeiro teve conhecimento, através da imprensa, que a coleção seria objeto de expedição para Londres e, de imediato, contactou os representantes legais da Parvalorem, comunicando-lhes os prazos e procedimentos legais exigidos no quadro da Lei de Bases do Património Cultural para a exportação de bens culturais de território nacional.

