Vaticano recusa implicações de João Paulo II no caso do pedófilo Marcial Maciel
O Vaticano refutou hoje acusações de que o papa João Paulo II soube e ignorou alegações sobre abusos sexuais cometidos pelo padre mexicano Marcial Maciel, que fundou um poderoso movimento católico.
"O estudo dos documentos pessoais do papa" durante o processo para a canonização demonstram que "não há qualquer implicação pessoal do Santo Padre neste caso", disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, numa conferência de imprensa sobre a cerimónia de canonização dos papas João Paulo II e João XXIII, prevista para domingo.
O escândalo sobre Marcial Maciel, que fundou a Legião de Cristo e era um predador em série, foi um de milhares de casos de abusos sexuais realizados por religiosos que começaram a surgir durante o papado de João Paulo II.

