Ciência

Sociedade americana premeia investigadora portuguesa

21 | 05 | 2014   13.36H

Portuguesa distinguida com prémio da Associação Americana de Psicologia, resultado de estudos que podem ajudar a compreender melhor doenças como autismo, hiperatividade ou esquizofrenia.

Destak | destak@destak.pt

A Associação Americana de Psicologia, com o apoio da Sociedade de Análise Experimental do Comportamento, distinguiu a portuguesa Ana Catarina Vieira de Castro com a melhor tese de doutoramento de Psicologia Básica de 2014. Os estudos realizados na Universidade do Minho e na Universidade de São Paulo tiveram como objetivo avaliar a perceção do tempo em animais e poderão ajudar, no futuro, a compreender melhor doenças como o autismo, a hiperatividade e esquizofrenia.

«Esta distinção é um grande motivo de orgulho e é muito gratificante ver o nosso trabalho reconhecido a nível internacional. Resulta da formação de excelência que me foi proporcionada pela Universidade do Minho, em particular pelo Laboratório de Aprendizagem e Comportamento Animal da Escola de Psicologia», afirma a investigadora.

O trabalho de investigação pretendeu avaliar a capacidade que os pombos têm de discriminar intervalos de tempo. Foi demonstrado que os animais conseguem distinguir diferentes valores da duração de uma luz. «Colocou-se na gaiola uma luz que acende durante um ou quatro segundos. Para receber comida, o pombo tem de bicar num disco de plástico vermelho se a luz ficar acesa um segundo. Se esta ficar acesa quatro segundos, o pombo terá que escolher o disco verde», explica Ana Catarina.

E, como reveleram outros estudos, «a sensibilidade humana ao tempo é semelhante à dos animais», este tipo de trabalho permite «saber mais sobre as mesmas competências em humanos e, nesse sentido, os resultados destas experiências constituem um passo importante na busca pela compreensão da globalidade dos mecanismos de perceção temporal».

Esta compreensão poderá vir inclusive a ter implicações mais diretas na saúde humana, nomeadamente ajudando os peritos a perceber «o porquê de a perceção do tempo estar alterada em perturbações como o autismo, a hiperatividade e a esquizofrenia».

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