Conheça a única forma segura de fumar
... que é: não fumar. Esta máxima serve de mote a uma campanha que assinala o Dia Mundial sem Tabaco.
'A única forma segura de fumar é não fumar'. Este é o mote da campanha lançada pela Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), que assinala o Dia Mundial Sem Tabaco, sábado (31 de maio). Uma mensagem que procura chamar a atenção para a importância da cessação tabágica como única forma de evitar os malefícios do tabagismo que continua a ser a principal causa de morte evitável em todo mundo.
Mais do que chamar a atenção para os malefícios do tabaco, a campanha procura alertar para qualquer meio de consumo de nicotina, seja este através de cigarros convencionais, de enrolar, eletrónicos ou até cigarrilhas, charutos ou cachimbos.
Em foco está ainda a promoção da saúde, a qual encontra nas novas diretivas europeias a introdução de importantes medidas que podem ajudar a combater o tabagismo e a introdução de novas formas de consumo de nicotina, especialmente pelas camadas mais jovens. Apesar de estar prevista a eliminação de aromas como o mentol, que tornam o tabaco mais atrativo, a Comissão de Tabagismo considera que ainda há muito para fazer no que diz respeito à regulamentação de questões como a do cigarro eletrónico. «A luta contra o tabagismo deve passar pela eliminação da dependência, o que não acontece com o uso do cigarro eletrónico que acaba por constituir um retrocesso na luta contra o hábito quando o objetivo é a cessação tabágica, não é a sua substituição», refere Ana Figueiredo, coordenadora da Comissão de Tabagismo da SPP.
O tabagismo é hoje a principal causa de morte evitável em todo mundo, provocando cerca de seis milhões de mortes por ano. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tratamento dos fumadores é fundamental para controlar esta epidemia, a par com outras medidas tais como a informação e educação dos jovens, impostos sobre o tabaco e legislação mais restritiva. Vários estudos indicam que a cessação tabágica irá trazer benefícios nos próximos 20 a 30 anos. Feitas as contas se metade dos fumadores deixar de fumar nos próximos 20 anos, evitar-se-ão 400 milhões de mortes.



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