Contraceção

Maioria falha na proteção

17 | 06 | 2014   19.48H

Estudo de Coimbra revela que 75% das mulheres com gravidez não desejada usam contraceção.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Não é um estudo de âmbito nacional, mas o trabalho apresentado sob a forma de poster no Congresso Europeu de Contraceção contraria a ideia comum de que as gravidezes indesejadas acontecem apenas em mulheres que não usam contracetivos. O estudo, que resultou de uma análise a mais de 3.500 mulheres dos Serviços de Obstetrícia das maternidades Daniel de Matos e Bissaya Barreto, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, conclui que 75% das mulheres que engravidaram sem o desejar estavam a usar um método contracetivo.

Uma situação que, confirma Teresa Bombas, uma das autoras do trabalho e presidente da Sociedade Portuguesa de Contraceção, «pode parecer paradoxal. Mas existem varias razões para que isto aconteça», refere. Como «o uso de métodos pouco seguros na proteção da gravidez – é o caso do coito interrompido e dos calendário», acrescenta, avançando outra justificação: «o uso irregular de métodos seguros como o preservativo e a pílula», que são seguros desde que usados de forma «correta e sistemática».

De facto, entre as mulheres que usavam contraceção hormonal (53,4%), uma elevada percentagem (81%) admitiu falhar a toma uma vez por outra. Segundo a especialista, a falta de valorização do esquecimento ajuda a explicar estes dados. O problema é que, confirma, esta mesma não valorização «do uso incorreto dos métodos leva à não utilização da pílula de emergência, que efetivamente foi concebida para ser utilizada nestas situações».

Aconselhamento precisa-se

Falta de informação e falta de cuidado ajudam a justificar que assim seja, refere Teresa Bombas, que defende a necessidade do «aconselhamento contracetivo. Temos muitos contracetivos e podemos adaptar ao quotidiano do casal. Uma mulher que se esquece sistematicamente ou mesmo de vez em quando da pílula deve optar por um método não diário. Até pode ser uma pílula (em termos de composição) mas com uso semanal, mensal ou passar a um método de longa duração. O importante é dar a conhecer que existem alternativas.»

Foto: DR
Maioria falha na proteção | © DR

2 comentários

  • Quero pedir ás jovens para não se deixarem engravidar aos 15 anos. Faltava a palavra não. Peço desculpa pelo engano. Obrigada.
    Cristina Sousa | 19.06.2014 | 16.58Hdenunciar comentário
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  • No meu caso fiquei grávida 5 vezes e não eram filhos que queria pelo menos para já,mas a verdade é que me esquecia sempre da pílula e o meu marido também nunca utilizou o preservativo. E o resultado foi o nascimento de 5 filhos. Tenho 26 anos e o meu primeiro filho que tive foi aos 15 anos. Sempre tivemos relações sexuais sem perservativo. Quero pedir ás jovens deste país para se deixarem engravidar aos 15 anos porque é muito difícil de gerir a escola com o bebé. Utilizem sempre proteção para evitar uma gravidez indesejada.
    Cristina Sousa | 19.06.2014 | 16.46Hdenunciar comentário
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