Férias sem perder de vista a segurança
Umas férias dignas do nome são aquelas que nos levam para longe de casa, que nos fazem deixar para trás as rotinas e a ditadura dos horários. Mas seja para onde for, não dê descanso às regras de segurança, sobretudo em caso de incêndios.
É certo que os tempos não estão para extravagâncias, que apesar da retoma, ainda tímida, a crise continua a castigar muitas carteiras, o que significa, para muitos portugueses, férias só mesmo sem sair de casa. Mas para aqueles que decidirem deixar de lado a austeridade, a Associação Portuguesa de Segurança (APSEI) deixa o alerta: é preciso não dar férias à segurança, sobretudo em locais públicos, como é caso dos hotéis.
«Durante a permanência num local público novo, como um hotel onde estejamos hospedados, o desconhecimento do edifício pode constituir um perigo grave numa situação de emergência», explica Maria João Conde, secretária-geral da APSEI. E «apesar dos hotéis possuírem várias medidas de segurança implementadas, existem alguns procedimentos e atitudes preventivas que todos nós devemos adotar para aumentar a nossa segurança».
E a APSEI diz quais. No caso de uma estadia num hotel, uma das primeiras coisas a fazer, e isto não é só para os curiosos, é reconhecer o terreno. Isso significa familiarizar-se com as saídas de emergência e abrir as portas indicadas para esse fim. Se, por acaso, encontrar uma dessas saídas bloqueadas, o passo seguinte é informar o responsável de segurança do hotel.
Depois, dê-se ao trabalho de fazer umas contas simples, como contar o número de portas que tem de atravessar até chegar à saída de emergência. Para quê? Em caso de incêndio, este exercício pode ajudar, mesmo em situações com muito fumo, a nunca perder o norte e saber sempre onde se encontra.
A planta de segurança costuma estar afixada na porta do quarto. Olhar para ela não basta. É preciso analisá-la com cuidado para, uma vez mais, saber qual o caminho a seguir e identificar pelo menos duas saídas de emergência. Outra tarefa consiste na memorização da localização dos alarmes e dos materiais de combate contra incêndio, como os extintores. Mas há mais. Aprenda a ligar e desligar o ar condicionado. É que, em caso de incêndio, este pode encher o quarto com fumos e gases tóxicos.
Finalmente, as chaves ou cartão do quarto devem estar sempre próximo da porta de saída para que sejam facilmente levadas numa situação de fuga.
Campismo sem riscos
Para os mais adeptos da natureza, aqueles que trocam o conforto de um quarto pela aventura do campismo, há também que evitar alguns riscos. E estar de olho na segurança. A Autoridade Nacional de Proteção Civil alerta para o excesso de mobiliário, para as botijas de gás de tamanho doméstico sem proteção, a proliferação de grelhadores e fogões, o espaço exíguo entre as caravanas e as tendas, os cabos elétricos a cruzar os céus e o chão, que potenciam o risco de incêndio e são comuns nos parques nacionais.
A isto junta-se o facto de os os meios de evacuação poderem não ser os mais eficazes, sendo difícil encontrar as saídas de emergência. Por isso, fica o apelo: evite fazer lume exceto quando forem utilizados equipamentos para cozinhar, evite a acumulação de objetos desnecessários, o uso de aparelhos a gás sem os devidos cuidados de segurança, tenha cuidado com a utilização de instalações elétricas ou extensões e cumpra as regras em vigor no parque.

