Câmara acusa Metro de Lisboa de faltar aos compromissos assumidos com a população
O município de Odivelas condena a decisão do Metropolitano de Lisboa (ML) de abandonar os projectos de expansão previstos para aquele concelho e acusa a empresa de faltar aos compromissos anteriormente assumidos com a população.
Em comunicado, a presidente da autarquia, Susana Amador (PS) mostra-se inconformada com as declarações do presidente do conselho de administração do ML dando conta do recuo nas obras previstas para Loures, Odivelas e Amadora e acrescentando que o investimento da empresa seria concentrado na cidade de Lisboa.
Susana Amador recorda que estavam projectadas quatro novas estações para o concelho - duas em Odivelas (Codivel e Quinta do Mendes) e duas na Ramada (Ramada e Bons Dias).
De acordo com a autarca, “numa área metropolitana como a de Lisboa, em que os concelhos que agora assistem a este recuo marcam a maior fatia de densidade populacional, é incompreensível esta nova trajectória e o defraudar das expectativas de todos os cidadãos que mereciam beneficiar deste transporte”.
Susana Amador critica também o facto de ter tido conhecimento da decisão do ML apenas através da comunicação social e questiona o “timing” em que o anúncio foi feito.
“É, no mínimo, estranho que esta decisão seja anunciada pela administração do Metropolitano de Lisboa num momento em que existe um Governo de gestão em final de funções e ainda antes da tomada de posse do novo Governo”, refere.
A edil considera ainda legítimo que a “população possa questionar se, neste momento, é o conselho de administração do Metropolitano de Lisboa quem define as políticas de mobilidade e acessibilidades na Área Metropolitana de Lisboa [AML]”, mostrando-se esperançada que o novo Governo “possa rever esta decisão tão gravosa para a população da AML em geral e do concelho de Odivelas em particular”.
Numa resposta enviada à Agência Lusa, o ML afirma que “mantém exactamente o mesmo plano de expansão apresentado em 2009” e assegura que “não abandonou nada do que foi planeado anteriormente”.
A empresa esclarece que as declarações do seu presidente, publicadas na edição de terça-feira do Diário Económico, reiteram “o que o plano anteriormente apresentado já considerava como prioridade, o ‘casco urbano de Lisboa’, não significando que no futuro as áreas periféricas da capital não sejam abrangidas pela rede de Metro”.



5 comentários